Ela olhou-se no espelho; Não se parecia em nada com a menina feliz de seis meses atrás. Seus olhos estavam injetados e essa era a maior mudança. Por dentro,nada sobrara.Seus pés se arrastavam pesados em direção à cozinha,onde mais uma vez ela jogou fora o remédio que deveria tomar pela manhã.
-Pra espantar a tristeza-dizia sua médica.
Mas a tristeza jamais ia embora. Nem mesmo em seus sonhos..
Ela estava deitada na beira da estrada. Estava escuro. E ela tremia sem parar.."O que aconteceu? O que aconteceu?" E ninguém respondia. Olhou para a estrada e viu um carro,resolveu andar até ele. Ao se levantar percebeu que sua perna doía e não conseguia sentir o braço.Mesmo assim conseguiu se mover em direção ao carro e quando chegou até ele.. Não,não podia ser verdade.O que ele estava fazendo ali? E por que a cabeça dele sangrava?Ela não entendia o que estava acontecendo. Ouviu barulho de sirenes,pessoas seguravam-na para que se afastasse do carro mas ela não queria ir embora,não sabia o que estava acontecendo..
-Moca,voce precisa de ajuda,os paramédicos chegaram...
-Voce está com o braço quebrado..
-Sua perna!
Mas não interessava,ela não sentia dor,não sentia nada. Só queria entender o que tinha acontecido..
Voltavam do cinema,clarão,barulho.. E quando abriu os olhos estava deitada na calçada,sem ninguém por perto,sem ele por perto.E ele estava..
Não podia ser verdade,ela tinha que ver de perto,mais uma vez,beijá-lo,acordá-lo.. Ele devia estar desmaiado,dormindo..Devia ser mais uma brincadeira dele.
Fugiu de onde estava,empurrando com o braço quem encontrava pela frente,até chegar no carro, e ele ainda estava lá.
Abraçou-se à ele e percebeu o que tinha acontecido: Ele se fora.
Seu corpo era frio como gelo,e seu coração não batia mais.. Gritou,gritou com toda força restante e só acordou no hospital tres dias depois.
Acordou com lágrimas nos olhos.Olhou-se no espelho; Não se parecia em nada com a menina feliz de seis meses e um dia atrás. Seus olhos estavam injetados e essa era a maior mudança. Por dentro,nada sobrara.Seus pés se arrastavam pesados em direção à cozinha,onde mais uma vez ela jogou fora o remédio que deveria tomar pela manhã.
-Pra espantar a tristeza-dizia sua médica.
Mas a tristeza jamais ia embora. Nem mesmo em seus sonhos..
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